Workshop Bridion - Reversão do Bloqueio Neuromuscular


Acção formativa da actualização de conceitos e procedimentos práticos especificamente dirigidos aos Anestesiologistas com forte actividade clínica e assistencial. Decorreu em ambiente simulado de cirurgia electiva ou de urgência, no Bloco Operatório ou na UCPA, com recurso a fármacos relaxantes musculares como o rocurónio e a antagonistas do bloqueio neuromuscular como o sugamadex.

Esta sessão decorreu em diversos Hospitais e abordou a utilização prática de Sugamadex - BRIDION na reversão clínica do bloqueio neuromuscular em Anestesiologia.


Os simuladores médicos usados reproduzem as características fisiológicas e respondem à actuação médica concreta, em tempo real, genericamente de acordo com o padrão clínico usual. A monitorização do doente incluiu a oximetria de pulso, derivações cardíacas, pressão arterial não invasiva, capnografia e capnometria, contagem TOF (Train-of-Four) e contagem PTC (Post-Tethanic Count), estes dois últimos desenvolvidos internamente pela equipa de IDI da Medsimlab.

Neste projeto desenvolveu-se um dispositivo de avaliação TOF e PTC para implementar num simulador METIMan, com o qual foram apresentados casos clínicos para actuação em equipa, com recurso aos espaços físicos, materiais e normas de orientação clínicas em vigor em cada instituição hospitalar. As equipas foram constituídas por dois (2) Anestesiologistas, com diferentes funções em cada caso clínico.


Não houve lugar a videogravação ou avaliação sumativa nesta sessão puramente formativa.


Informação prática sobre os simuladores CAE Healthcare presentes

  • FOCO: utilização prática de relaxantes musculares e reversão do bloqueio neuromuscular em diferentes condições clínicas;
  • SETTING: Os casos clínicos decorreram "in situ" no Bloco Operatório e UCPA do Hospital, com todos os recursos usuais disponíveis. Estiveram presentes outros Médicos e Enfermeiros, como usualmente, embora sejam pessoal da equipa formativa;
  • DOENTES: Os doentes simulados através dos simuladores de alta-fidelidade têm perfis clínicos diferentes devido aos manequins sofisticados que utilizamos. Todos têm voz e podem comunicar, se clinicamente possível;
  • VIA AÉREA: Os doentes apresentam via áerea anatomicamente correcta podendo ser ventilados com máscara facial, máscara laríngea ou tubo endotraqueal. Dependendo da anatomia e condição clínica, o doente pode ser fácil, difícil, muito difícil ou impossível de intubar;
  • VENTILAÇÃO: Os doentes ventilam espontaneamente com expansão torácica e troca de gases (excepto vapor de água). A compliance pulmonar, os volumes respiratórios e o feeling na ventilação assistida estão bem modelados e aproximam-se do real. Os pulmões são independentes;
  • SINAIS VITAIS: Monitorização standard do Bloco Operatório e UCPA. Pulsos e sons auscultatórios cardíacos e pulmonares presentes nas diversas localizações. Acessos venosos estão presentes e funcionantes;
  • MEDICAMENTOS: Os fármacos estão devidamente identificados em seringas usuais. Podem ser administrados por via endovenosa ou por via intramuscular, oral, inalatória ou pelo tubo ET. Uma resposta em tempo clinicamente razoável é esperável para o respectivo efeito farmacológico;
  • GASES ANESTÉSICOS: A farmacocinética dos gases anestésicos é clinicamente realista;
  • PROCESSO CLÍNICO: Os doentes têm um processo clínico próprio que está acessível com elementos típicos como história clínica e exames auxiliares de diagnóstico;

 

Unidades Hospitalares Visitadas:

Hospital Cidade Data
Hospital de São João Porto 20/04/2012
Hospital de Santo António Porto 04/05/2012
Hospital de São José Lisboa 16/06/2012
Hospital Eduardo Santos Silva Vila Nova de Gaia 10/11/2012
Hospital Egas Moniz Lisboa 01/12/2012